Você se atreve a sair você se atreve a entrar
Quanto pode perder, quanto pode ganhar
Se entra vai para esquerda ou pra direita
Vai até a metade ou nem isso tenta
Você fica tão confusa que começa devagar; pistas longas e com curvas você tem que acelerar
E andar muitos quilômetros em todo tipo de lugar fútil
Até que chega com temor a um local ainda mais inútil
Um lugar de espera
Apenas espera
Por um trem que vai partir
ou um ônibus que vai chegar
um avião decolar,a correspondência chegar,a chuva passar,o telefone tocar
a neve tocar o chão
espera por um sim ou por um não
Um colar de perolas, um olhar de relance, uma peruca com cachos ou apenas outra chance
Ironia,risível.
A peça é montada, cada qual seguindo seu papel
Num falso ato de realidade.
A verdade e a mentira dançam em balé perfeitamente ensaiado.
As cortinas se abrem começa o show.
Trágico ou afortunado, qual deveras seria o final?
Pergunta vã a qual se terá a resposta ao fechar de cortinas.
Silencio,silencio em meio ao turbilhão de caos em redor.
Brancura as paredes que estão sujas do cuspe liberado com palavras não pensadas.
Com um suspiro retorno a realidade reformando as estruturas que em constante erosão ruem.
Foco nas cores já opacas.
Respiro fundo!… os pensamentos se esvaem
Continue respirando ,continue respirando,continue respirando….





